A terceira temporada já começou
19 Novembro, 2007 by Ricardo FreirePessoal, o blog está em novo endereço. Estamos atendendo, sob mesma direção, aqui:
Por favor substitua o endereço nos seus favoritos e venha blogar com a gente. Espero você lá!
Pessoal, o blog está em novo endereço. Estamos atendendo, sob mesma direção, aqui:
Por favor substitua o endereço nos seus favoritos e venha blogar com a gente. Espero você lá!
Este foi o post mais difícil de escrever da história do blog. Talvez porque seja o mais importante, também.
Queria convidar vocês a me acompanhar em mais uma etapa dessa viagem, que começou na virada do ano de 2004 para 2005, lá no Zip.net, e que continuou, desde janeiro deste ano, aqui no ambiente WordPress.
O próximo post já vai ser publicado num novo espaço dentro do portal Viaje Aqui, para onde o Viaje na Viagem se muda a qualquer momento (assim que se ajustarem alguns detalhes técnicos).

(Atendendo a pedidos: a bóia foi junto!)
O motivo da mudança é que, a partir de agora, eu me torno, de fato, um blogueiro profissional.
Passo a ser re-mu-ne-ra-do, olhem que conceito interessante
, para exercer a atividade à qual tenho devotado mais tempo, energia e, por que não?, fé, desde aquele primeiro post de quase três anos atrás.
Não que o blog vá passar a pagar todas as minhas contas — esse momento ainda está um pouco distante
–, mas já é um começo.
Contas à parte, é claro que essa baldeação só vai valer a pena se vocês vierem comigo.
“Blog” não é mais uma palavra que dê conta de definir completamente o Viaje na Viagem. De uns tempos para cá, a palavra certa é “comunidade”. Vocês não vão me abandonar nessa hora, né?
(Imaginem aqui um emoticon com olhar pidão.)
Não vou esconder de vocês: vamos sentir falta de algumas funçõezinhas bárbaras aqui do WordPress. A lista dos 10 comentários mais recentes, que foi decisiva na transformação do VnV de blog em comunidade, não vai mais estar no topo da barra lateral (nem em lugar nenhum; só o WordPress oferece essa função). Mas já estou pensando em outras maneiras de dar o máximo destaque às contribuições da tripulação.
Mas não se preocupem, que as vantagens do VnV no novo espaço também vão ser evidentes. Em primeiro lugar, eu vou poder dedicar mais tempo, mais energia (e mais fé) ao blog. A média diária de posts deve subir sensivelmente — assim como a minha disponibilidade para pesquisar e responder.
Vou poder me dedicar a uma tarefa que estava na minha listinha há tempos: compilar/editar/atualizar os posts mais acessados, separando o joio do trigo e deixando a pesquisa mais fácil. Na nova fase, por sinal, vou preparar os posts já pensando em como eles funcionarão melhor como material de pesquisa.
Vocês podem esperar também tutoriais ilustrados sobre como usar os sites de planejamento e reservas de viagem, e miniguias atualizados dos destinos do Freire’s.
Tudo isso e mais blogagem ao vivo de viagens, que agora devem ficar mais freqüentes, graças à maior proximidade com a Viagem & Turismo.
Sem esquecer as seções já tradicionais aqui da casa, como as enquetes (começo quarta-feira, para deixar todo mundo chegar do feriado), as charadas e o rolê habitual pelos blogs da comunidade (que vão conquistar muito mais leitores).
Enfim, vai dar um trabalhão danado, mas no final das contas vai ser mais divertido ainda.
Semana passada dei um pulinho até a redação do núcleo de Turismo na Editora Abril para dar o OK definitivo e conhecer as possibilidades do novo espaço.

O Claudinei Montes, o Nei, é o controlador de vôo dessa nova etapa. É pra ele que vamos pedir as gambiarras que vão possibilitar que se extraia o máximo das ferramentas que temos hoje à disposição. (Brevemente teremos outras, mais, desculpaê, up-to-date.)

Os dois homens-chave nessa tarefa são o Danilo Vespa e o Rogerio Fratin, que estão fazendo as reformas hoje possíveis para que o blog possa funcionar 100%. Já consegui que instalassem permalinks (URLs individuais por post) e só estou esperando chegar o esqueminha de como incluir várias fotos por post (algo que até anteontem não era possível com a ferramenta da Abril) para começar a blogar loucamente. Existem outros pedidos na fila, mas vou pentelhar um de cada vez
(O próximo será reconstituir na barra lateral o blogroll com todos os blogs da comunidade VnV.)

Vou ter o prazer de ser colega da queridíssima Bettina Monteiro, que edita o portal. A propósito — já contei que os outros blogs vão mudar também? Pois vão: todos os blogs vão ter postos inéditos diariamente (deixando, portanto, de ser meras colunas semanais); e o que é melhor: todos os posts poderão ser vistos num blogão-agregador. Além dos blogs, o portal continuará a ter colunistas semanais de primeiro time.

E esse aí é o culpado — no melhor sentido — pela mudança de endereço: o nosso Kiko Nogueira, a quem vocês podem parabenizar pela inteligência, perspicácia e bom-gosto pelo email knogueira arroba abril ponto com ponto br.
Então tá. Já em um postzinho inicial lá no blog novo. Só estou esperando me mandarem o atalho da publicação de posts multifotos para sair postando. Vocês saberão quando isso acontecer: eu vou pôr o endereço novo grandão no alto desta página.
(Ei, não esqueci de nada do que está na fila: Buenos Aires, Aracaju, Caribe para quem vai com milhas TAM a Caracas, por que eu apóio a Copa no Brasil — e as perguntas que aparecerem.)
Enquanto isso, vocês bem que podiam dar uma passadinha lá e espalhar bons fluidos na primeira caixa de comentários da nova fase. Bora demarcar nosso novo território!

Obrigadíssimo a todos! Até daqui a pouco — lá!
Se você ficou em São Paulo nesse feriadão, o programa que eu sugiro é o show de Jussara Silveira, no Sesc Pompéia (sábado, 21h; domingo, 18h).
Você conhece Jussara Silveira? Não? Pois saiba que Jussara Silveira é a melhor cantora que você não conhece
Este clip, d’A Volta da Xanduzinha, foi gravado em Luanda — uma desculpa a mais para aparecer no blog de viagens de um fã.
Liguei agora na Cotação (11/4002-1010) e constatei que a SandraM está certissima na sua preferência em sair do Brasil já com pesos na carteira. A cotação dos caras é de R$ 0,62 (ou 1,61 peso argentinos por real), o que é muito próximo da taxa do Banco de la Nación do aeroporto de Ezeiza (1,64 peso por real).
Agora na hora do almoço vou passar no Banco de la Nación lá da av. Paulista para ver se eles oferecem a mesma taxa da Ar-rentina aqui no Brasssssillll.
Minha crônica no Guia do Estadão desta semana, especial para os amigos da Avivixe. Lamentavelmente, por questões de fechamento da edição, foi escrita antes das digressões de Lula sobre o assunto. O artigo da querida Barbara Gancia na Folha está mais atualizado.

O Brasil é um país afortunado. Olha que sorte a nossa: nunca na história deste país houve um presidente falastrão como Hugo Chávez. Digo isso por experiência própria.
A única vez que fui à Venezuela, em 2003, precisei passar uma noite em Caracas. Fiquei num hotel perto do aeroporto, porque pegaria um teco-teco de manhã cedinho para o arquipélago de Los Roques. Depois do jantar, liguei a TV. Estava passando “El Clon”. Dublada e com trilha sonora modificada, era muito difícil imaginar que aquela novela um dia tivesse sido brasileira. Não era uma questão de trama, nem de diálogos, nem de iluminação. Era o rímel, mesmo. Só uma novela mexicana ou colombiana ou venezuelana gasta tanto rímel quanto “O Clone”.
De repente interromperam a novela para uma transmissão em rede nacional. Entrou um videotape, sem cortes, de um trecho de uma cúpula latino-americana em Assunção. O programa começava no momento em que Hugo Chávez tomou a palavra, para nunca mais largar.
Durante trinta e cinco minutos, contados no relógio, fui submetido à mesma tortura que o coronel infligiu a seus colegas presidentes. Meia hora de Hugo Chávez jogando para a torcida, pensando em encher lingüiça da sua rede nacional à noite, enquanto aborrecia altas autoridades com papo furado. De vez em quando a câmera enquadrava o presidente Lula e eu me compadecia de sua vontade de bocejar.
Demorou, mas Glória Peres foi vingada. Calhou de eu estar de novo fora de casa. Domingo passado, a TV do meu quarto de hotel estava ligada na CNN em espanhol, quando falam do incidente entre o rei de Espanha e o presidente da Venezuela na cúpula ibero-americana de Santiago do Chile. Irritado pelo fato de Chávez, que já tinha se pronunciado, não deixar o presidente espanhol Zapatero falar, o rei Juan Carlos não se conteve e lascou: “Por que no te callas?”
Vocês não estão entendendo. Isso é muito maior do que um bate-boca entre autoridades. Naquele momento, o rei de Espanha cunhou o primeiro grande slogan do século 21. Por que não te calas? Enfim, um grito de protesto útil contra políticos de todo o espectro ideológico! De Bush a Kim Jong Il, não há político que não mereça um “Por que não te calas?” — pelo menos de vez em quando.
Precisamos fazer camisetas, imprimir cartazes, compor um jingle, fundar uma ONG. Por que não se calou? Não se calou por quê?
Rei! Rei! Rei! Juan Carlos é nosso rei!
Aí está, gravado com celular, o momento do show de tango do antigamente venerável Viejo Almacén em que um grupo andino executa, para delírio da platéia gringa, um tema de faroeste americano.
Revira-te na tumba, Carlitos…
Pessoal, quando vocês foram ao Viejo Almacén já tinha um bloco de música andina, com Carnavalito, El Condor Pasa e… música de faroeste americano? E eles também não se dignavam a tocar um tango conhecido que fosse? Hmpf.
Para não dizer que eu ainda não postei nada de Buenos Aires, ouça essa:
La Cabrera: Cabrera, 5099, esquina Thames; tel. 4831-7002.
Ceviche: Costa Rica, 5644, entre Fitz Roy e Bonpland (onde era o Central); tel. 4776-7373 (ainda não tem site; inaugurou quinta passada).
Pessoal, estou acabando de arrumar as malas para ir ao aeroporto.
Só queria dizer a todos que estão esperando revelações bombásticas para usar no próximo feriadãozão que… não esperem revelações bombásticas. Vim a Buenos Aires, em princípio, em caráter particular e recreativo, para encontrar bons amigos (o Nilo e a Gilda da Pousada do Toque), renovar o meu banco de imagens e reconfirmar antigas impressões.
O objetivo, que já era modesto, só foi cumprido parcialmente, visto que passei os primeiros três dias enfurnado no hotel, acabando um trabalho atrasado.
Mesmo se tivesse passado esses cinco dias inteirinhos em campo, duvido que trouxesse muitas novidades. Não há nenhuma novidade maior do que a que eu trouxe em 2003, quando fui o primeiro a destrinchar, na imprensa de viagem brasileira, os segredos de Palermo Viejo — um canto da cidade até então invisível aos olhos brazucas, que estavam presos ao circuito Florida-Puerto Madero-San Telmo-La Boca, com eventuais escapadas à Recoleta e olhe lá.
Graças a fontes bacanas da imprensa internacional e à participação antenadíssima dos nossos leitores — em especial do grupo Vibana, Viciados em Buenos Aires Não-Anônimos
— este blog é certamente o mais bem-informado sobre Bs. As. da blogosfera em português.
Por isso, não esperem os meus posts para arrumar as malas. Eles virão, mas aos poucos, e não vão acrescentar muito ao que você já sabe. Prometi outros posts também para esta semana, e vou atacar todos mais ou menos ao mesmo tempo.
Para informações quentes sobre Buenos Aires, continuem consultando os posts que estão organizados neste post-índice:
http://viajenaviagem.wordpress.com/2007/07/16/buenos-aires-pra-carol/
Hasta la vista, babies! Tô voltando!