Alagoas: Rota Ecológica
(Este post resume, atualiza e cancela tudo o que eu já escrevi sobre a região — assim fica mais fácil de pesquisar. O lindo mapa é de autoria de Dudu Cavalcante, desenhado quando ele era um dos sócios da Pousada do Caju. Algumas fotos são da querida Giovana Gregolin.)

Procurando praias bonitas, fora do mapa do turismo de grupos, com boas pousadas, boa comida, preços justos, e que esteja a 100 km de distância de uma capital? Encontrou: tenho o prazer de lhe apresentar a Rota Ecológica — o trecho mais sossegado do litoral norte alagoano.
Quer dizer: o nome oficial da região é Costa dos Corais — mas como essa denominação engloba Maragogi (que, por ser um destino tradicional do turismo organizado, não tem nada a ver com esse pedaço de que estou falando), eu prefiro usar Rota Ecológica, que foi cunhado no finalzinho dos anos 90 pelo então secretário de turismo de São Miguel dos Milagres.
A região foi preservada graças ao traçado da estrada litorânea de Alagoas, que na altura de Barra de Santo Antônio faz um desvio para o interior e só retorna à costa em Maragogi. Os pouco mais de 40 km de praias entre Barra de Camaragibe e Japaratinga são servidos por uma estrada secundária, com um trecho de asfalto (até Porto de Pedras), uma balsa (para atravessar o rio Manguaba entre Porto de Pedras e Japaratinga) e um trecho que alterna estrada de chão com paralelepípedos (em Japaratinga).
Sobe aí que eu te levo.
De Maceió a Barra de Camaragibe
Saia de Maceió pela AL 101 Norte. Mais ou menos 15 km depois de Barra de Santo Antônio, passando São Luís do Quitunde, você vai avistar, à sua direita, uma usina. Ali você pega a AL 465 (existe uma placa com indicação para Passo de Camaragibe). Você vai passar por fazendas de gado e entrar no vilarejo de Passo de Camaragibe; pegue a primeira ponte à sua direita e continue. Logo logo vão aparecer os coqueirais e, dali a pouquinho, a estrada vai encontrar a costa, na Barra de Camaragibe.

Barra é um vilarejo de uma rua só (a estrada), e um dos poucos da região que ficam à beira-mar. Mas a praia que vale a pena fica do outro lado do rio Camaragibe: é a Praia do Morro – ou Praia dos Morros, dependendo de quem você ouve. Querendo ir até lá, estacione num dos bares de Barra e procure pelo canoeiro.
A Praia do Morro é a continuação de Carro Quebrado, uma das mais famosas de Alagoas. Uma falésia, porém, impede a passagem pela areia. A ponta sul da praia é dominada por essa falésia, que depois dá lugar a um coqueiral onde há alguns anos está prevista a construção de um condomínio (com direito a resort e marina) por um grupo canadense. Quando isso acontecer a visita não vai ser mais tão fácil…
Da Barra de Camaragibe ao Toque

Depois de Barra de Camaragibe você não avista mais o mar da estrada: só o coqueiral. Os vilarejos — do Marceneiro, do Riacho, de São Miguel dos Milagres, do Toque — limitam-se à beira da estrada. Há caminhos que levam para as praias, mas não são lá muito bem sinalizados. Ao fim deles normalmente há um quiosque rústico — usado mais por moradores do que turistas — e casinhas onde os pescadores guardam seu material de pesca. Para apreciar as belezas da região, só mesmo andando a pé pela areia.


Nesse trecho a paisagem muda completamente de acordo com a maré. Na maré baixa (sobretudo durante as luas cheia e nova), o mar recua tanto que a praia chega a desaparecer por algumas horas. Enquanto a maré não sobe, o negócio é ficar pela piscina da pousada — ou ir até as piscinas naturais localizadas entre o Toque e Porto da Rua (dá para ir de jangada ou caminhando, com água pelo joelho).

Para quem vem do sul, a primeira pousada da região é a Pousada do Toque, que eu tive a sorte de descobrir em 2000, apenas 3 meses depois de abrir, quando estava fazendo o primeiro campo do Freire’s.
Na época, a pousada era infinitamente mais simples do que é hoje. Fui conquistado pela localização (a única alternativa de hospedagem na região era um mini-resortinho bem fraco, então chamado Tarumã, e que funciona até hoje, como Costa dos Corais Beach Resort), pelo charme das instalações (apesar da rusticidade daquele tempo) e sobretudo pela comida. (Rúcula? De horta orgânica? No Nordeste? Fora de uma capital? Em 2000? Era um assombro.) Saí de lá encantado, e escrevi uma matéria para a Vip chamada “Paraíso descoberto: São Miguel dos Milagres”. Quando o telefone tocou com o primeiro pedido de reserva, de Brasília, o dono da pousada, Nilo Burgarelli — que não tinha a mínima idéia do que eu tinha ido fazer ali — achou que fosse trote.
Nada do que você vai ver nas próximas fotos existia naquele tempo.



É que, de lá pra cá, a pousada não parou de evoluir: Nilo e sua esposa, Gilda Peixoto, investiram tudo o que ganharam em melhorias. Quartos básicos foram desativados (o da minha primeira noite virou DVDteca); os chalés foram aumentados para ganhar banheiros enormes; colchões e TVs foram trocados algumas vezes, sempre com upgrade.
Hoje os chalés mais simples (os “jardim”, que ficam nos fundos do terreno) custam R$ 320 (incluindo jantar) na baixa temporada (na alta, a diária sobe para R$ 400, com jantar). Para efeito de comparação: os quartos mais simples da Estrela d’Água, em Trancoso, saem R$ 620 na baixa e R$ 870 na alta, só com café.
Por um pouquinho mais — R$ 370 na baixa, R$ 460 na alta — você fica num chalé jardim como este da foto aqui embaixo, com ofurô e jardim de inverno (ou num dos novos chalés praia, que foram inteiramente refeitos e estão inaugurando agora no fim de julho).

Há três bangalôs superluxo, com piscinas particulares. Meu favorito (e também o da Majô) é o Toque-Toque, de 130 m2. Custa R$ 700, com jantar, na baixa temporada, e R$ 790 na alta. (Comparando novamente: uma suíte master com piscina na Estrela d’Água sai R$ 1.060 na baixa e R$ 1.580 na alta, só com café da manhã.)


O maior (150 m2) e mais luxuoso é o bangalô Bem-Te-Vi, que tem um deck com vista para o mar, uma sauna com saída para a piscina e uma sala de ofurô, separada do banheiro, num ambiente rústico de taipa. Custa R$ 880, com jantar, na baixa, e R$ 960, com jantar, na alta.

Todos os quartos, do mais simples ao mais tchãs, têm DVD — uma bossa que o Toque lançou há cinco anos e que se tornou uma das marcas registradas da Rota. Não há buffet nem mesmo no café da manhã — que pode ser servido a qualquer hora do dia. O prato principal do jantar está incluído em todas as diárias, com livre escolha; se quiser, você pode passar todos os dias a lagostim ou bacalhau.
O que eu mais gosto no Toque é que, mesmo com ofurôs, DVDs, Roteiros de Charme e quetais, a pousada não ficou metida a besta. Não há o menor resquício de afetação no ar.
Isso se deve ao que eu acredito ser o maior luxo do Toque: a simpatia da equipe. Assim que você chega todos aprendem imediatamente o seu nome (às vezes já sabem antes de você chegar). E quando você vai embora — surpresa: você descobre que também sabe o nome de todos os que atenderam você.
Essa simpatia é personificada na figuraça do J.R. — ou Jota, para os íntimos (ou seja, todos os que passam mais de 24 horas na pousada). Eu ia fazer um vídeo dele nessa minha última passada, mas não é que o danado estava de férias? (O J.R. não dá para descrever; só vendo e ouvindo para entender.)
Mas mesmo quando o Jota não está, você não deve deixar de provar sua genial invenção: a caipiroska de limão com gengibre e manjericão. (Eu peço sempre com mel.)
Mas nem só da Pousada do Toque vive a praia do Toque. Vizinhas à pioneira existem outras duas ótimas pousadas.
Indo na direção norte, a primeira delas é a Pousada do Caju, uma bela alternativa de qualidade a preços que não assustam.
No meio do ano passado, ela foi vendida a dois portugueses que percorreram toda a costa do Nordeste em busca de uma pousada já pronta que pudessem desenvolver. Zé Carlos (de bigode), que trabalhou durante décadas em grandes redes hoteleiras na Europa, e Alírio (de azul), que é decorador, enxergaram naquela casa de linhas “clean”, com quartos compactos mas bem-resolvidos, um bom ponto de partida para seu projeto de pousada de charme.
De imediato esquentaram a decoração dos quartos com belas peças de uma designer que descobriram em Maceió; depois fizeram uma piscina gostosíssima, com cascatinha e bar molhado, que mais do que compensa o fato de a pousada não estar à beira-mar (são cinco minutos de caminhada por entre coqueiros).
Na minha visita, provei vinho de caju (outro curioso achado da dupla) e comi um bacalhau bestial. O forte do cardápio, porém, gravita em torno da culinária brasileira, a cargo de um chef que trabalhou por um bom tempo com Nilo no Toque.

No futuro os donos querem adicionar dois ou três bangalôs de luxo à oferta de acomodações. Por enquanto as diárias estão camaradíssimas: entre R$ 210 e R$ 250, incluindo jantar. Aproveite enquanto o lugar não fica famoso…
A terceira pousada da praia é a gracinha da Pousada da Amendoeira, também construída depois que seus donos, o Alan e a Adriana, percorreram o Nordeste inteiro em busca de um lugar que não estivesse corrompido pelo turismo de massa.
São apenas seis bangalôs, decorados com simplicidade e bom-gosto. Como é praxe na região, as diárias incluem uma refeição — e vão de R$ 190 a R$ 240, na baixa temporada, e de R$ 220 a R$ 290, na alta. (Meu preferido é o bangalô Alamanda — o mais caro — que tem ofurô no banheiro.)
A cozinha, por sinal, é um dos pontos altos da pousada (epa, essa frase está ficando repetitiva neste post). A Adriana usa ingredientes e temperos da região para criar pratos de leve sotaque natureba — com resultados surpreendentemente bons. Mesmo que você não se hospede aqui, vale a pena marcar pelo menos um almoço.
A pousada não tem piscina — mas tem a sombra mais gostosa da região, ao pé da sua frondosa amendoeira.
Do Toque a Tatuamunha
Um pouco mais adiante, a praia muda de nome, revelando a proximidade de outro vilarejo: Porto da Rua.

Antes de chegar na vila você encontra outra pousada de ótima relação custo x benefício: a Côté Sud.

Num terreno com grande frente de praia, muitos coqueiros e um riozinho nos fundos, espalham-se simpáticos bangalozinhos. As diárias, sempre incluindo jantar, ficam entre R$ 155 e R$ 265 na baixa, e entre R$ 175 e R$ 295 na alta temporada.
Os donos, Corinne e Roger, são belgas, e recentemente se associaram a um compatriota, o chef Philippe Schroeven, da Academie Nationale de Cuisine, para comandar a cozinha. Minha amiga Claudia Carmelo se hospedou no réveillon deste ano e me elogiou muito a comida.
Mais alguns passos e você chega a Porto da Rua, um vilarejo que possui uma grande colônia de pescadores. As jangadas são guardadas em terra firme, mas a praia serve de porto natural para seus barquinhos pitorescos.

Passando o vilarejo, indo em direção à barra do rio Tatuamunha, fica a última pousada deste trecho da Rota, a Villa Pantai.
A meu ver, esta pousada destoa do conjunto da Rota, porque suas construções — bangalôs de dois andares — não guardam o recuo recomendável, interferindo demais na paisagem (se bem que, neste ponto da praia, a beira-mar é totalmente ocupada por casas). A piscina se inspira em piscinas de resorts, com deck molhado e tudo, e há um belo deck de madeira com hidro debruçado na areia.

Tanto o nome quanto a decoração tentam evocar o Sudeste Asiático. As diárias não variam o ano inteiro: saem R$ 400 nos apartamentos de um piso e R$ 550 nos duplex — só com café da manhã.
Continuando pela areia, você passa pelo tal pequeno resort de que eu já falei no início do post, até dar na barra do rio Tatuamunha.
Na maré baixa se formam ilhas de areia onde você chega de caiaque ou mesmo a pé.

Contrate (na sua pousada) um passeio de jangada pelo rio. Se não bastasse a beleza da paisagem — um mangue com coqueiral sobreposto –, você ainda pode ver de perto um dos três peixes-bois que moram por ali.

Peça para subir o rio até a altura das pontes. Ali dê uma descidinha para visitar a vila de Tatuamunha, que é lindinha e tem um casario antigo preservado.

Se tiver fôlego, suba a colina do cemitério para ter apreciar esta vista:
(Ou suba outro dia, de carro…)
Pela estrada ou pela areia, nossa próxima parada é na praia de Tatuamunha, ou da Jibaba, onde encontramos a primeira pousada do outro lado do rio. Até mês passado ela se chamava Um Milhão de Estrelas; mas com a entrada na sociedade dos donos da Aldeia Beijupirá, a pousada vai mudar de perfil e se chamar Borapirá (ainda sem site). Quem me deu o furo, por sinal, foi a Jurema, ao pesquisar preços para uma temporada na Rota.
A idéia é ótima: fazer da Borapirá uma alternativa para casais com crianças que não curtam resort e que tenham dificuldade de encontrar pousadas que aceitem menores de 12 anos. (Pelo que eu vejo aqui no blog, existe um grande público potencial para uma pousada assim — casais que se hospedaram a vida inteira em pousadas de charme, e que de repente precisam mudar de tipo de hospedagem por causa dos pimpolhos.)
A única foto que continua valendo é a da praia. Na pousada em si, os bangalôs — amplos, com banheiros ótimos — estão sendo pintados de branco e ganhando acabamento de palha. A piscininha, muito pequena e de fibra, que era o ponto baixo da pousada, vai ser substituída por uma bacana, em forma de peixe. Assim que eu tiver outras notícias, atualizo aqui; por enquanto o que sei é que as diárias estão entre R$ 290 e R$ 340, com jantar (ou entre R$ 230 e R$ 270, só com café).

De Tatuamunha a Porto de Pedras
A vila de Tatuamunha marca uma mudança de município: não pertence a São Miguel dos Milagres, e sim a Porto de Pedras

Nossa próxima parada é na Praia da Laje (ou Praia do Lage), que leva o nome de um povoado que não chega até à beira-mar. Uma estradinha conduz até a pousada Aldeia Beijupirá, que eu costumo definir como o endereço mais cool da Rota.

A pousada é um refúgio construído por Adriana Didier, dona do Beijupirá, e seu marido português Joaquim Gonçalves, para descansar do burburinho de Porto de Galinhas.
A praia, para mim, é a mais bonita da Rota. Os ambientes sociais também são charmosíssimos — decorados com peças de design refeitas por artesãos nativos com materiais locais. A piscina ficou ainda mais bonita desde a inauguração do gazebo, no verão passado.
O cardápio traz os pratos e caipiroskas do Beijupirá, além de petiscos perfeitos para um dia na piscina, como a coalheta — uma bruschetta de tapioca com queijo coalho.
Os bangalôs são chamados malocas — mas não se assuste: todos têm ar condicionado split, TVs grandes e DVDs; algumas têm banheiras de hidro de casal. As diárias das malocas sem hidro vão de R$ 264 a R$ 296 na baixa, e de R$ 380 a R$ 430 na alta, só com café. As malocas com hidro saem entre R$ 320 e R$ 360 na baixa, e entre R$ 460 e R$ 480 na alta, com café.
O trecho asfaltado da Rota termina em Porto de Pedras, cidadezinha bonitinhíssima, que conserva alguns casarões do início do século passado.
O centrinho da cidade fica à beira do rio Manguaba; sua praia de mar, o Patacho, tem pouquíssimas construções. Dizem que ali será construído um grande hotel de bangalôs; nesta última visita, passei pelo que pode vir a ser um lugar muito charmoso: a Pousada do Patacho. Por enquanto, porém, ainda dá para percorrer o lindo caminho de areia por entre o coqueiral. Veja no mapa um pouco acima nesta página: saia da estrada no casarão amarelo, vá até o Patacho, dê uma olhadinha na Laje e volte à estrada à altura da igrejinha.


O centro histórico de Porto de Pedras esconde a maior pechincha da Rota — a pousada Costa das Pedras, que funciona num casarão quase centenário. O dono da pousada é Andrezinho Burgarelli, que vem a ser sobrinho e ex-funcionário do Nilo; muitos dos equipamentos, como colchões e TVs, viveram sua primeira encarnação no Toque — e são sensivelmente melhores aos de qualquer pousada que você encontre por aí cobrando diárias de R$ 90 a R$ 110 na baixa, ou de R$ 100 a R$ 130 na alta (só com café da manhã).

O restaurante é aberto ao público; pare aqui para pedir uma moqueca capixaba ou uma pizza de massa fina (feita no forno a lenha).
Querendo uma experiência gastronômica nativa, a pedida em Porto de Pedras é a Peixada da Marinete, que faz uma famosa fritada de aratu (na rua da igreja, em direção à praia; tel. 82/3298-1267).
E aí? Pronto para atravessar o rio Manguaba?
De Porto de Pedras a Japaratinga
O Rio Manguaba funciona, digamos, como uma lombada natural da Rota Ecológica. É ele que torna desinteressante o uso da estrada secundária para cortar caminho entre Maceió e Maragogi. É ele que impede o crescimento desenfreado e a ocupação irregular.

A travessia não leva 15 minutos — quer dizer, se você der sorte de pegar a balsa na sua margem. Mas funciona quase como um passeio; o Manguaba é um rio bonito, margeado por mangue, e Porto de Pedras fica ainda mais fotogênica quando contemplada, calmamente, do meio do rio, com o farol listrado em cima do morro.

Foi nesta balsa que a Lea Dorf descobriu a placa em inglês mais hilária do Brasil. Trata-se da versão para o idioma gringo das instruções de uso da balsa — que deve ter sido feita por algum tradutor online. (A Lea transcreveu tudo aqui.)
No que depender do prefeito Rogério Farias, de Porto de Pedras — sim, do clã Farias –, a balsa está com os dias contados. Depois de ter construído 6 quadras de tênis de saibro, com iluminação noturna, para o desenvolvimento esportivo da população de Porto de Pedras, e de ter cogitado construir um calçadão na praia do Patacho, o prefeito agora quer construir uma ponte no Manguaba — provavelmente igual à que conseguiu cometer em seu emprego anterior, como prefeito de Barra de Santo Antônio, e está, segundo me contam, há oito anos sendo construída.
Caso o projeto vá adiante, essa ponte constituirá um crime ambiental — porque certamente vai ser acompanhada do asfaltamento do segundo trecho da estrada, criando instantaneamente uma nova rodovia costeira no Brasil, algo que não se faz há duas décadas. Todas as novas estradas litorâneas da Bahia, por exemplo, foram construídas a uma distância segura do mar (Linha Verde, Ilhéus-Itacaré) ou com traçado que evita acompanhar a costa (Porto Seguro-Trancoso). Criar um corredor de tráfego numa das últimas costas preservadas do Nordeste é absurdo. É óbvio que a comunidade de Porto de Pedras se beneficiaria muito mais se esse dinheiro fosse aplicado num hospital ou em melhorias nas escolas.
Pronto, falei; podemos seguir viagem.
Na outra margem do Manguaba a estrada — de terra, com alguns trechos calçados com paralelepípedos — passa mais perto da praia; você vai ver o mar em vários momentos. Em Barreiras do Boqueirão, também conhecida como Praia das Bicas, há um restaurante debruçado no barranco, com uma linda vista, o Companhia da Lagosta.

Um pouco mais adiante existe um restaurante de praia engraçadinho, o Vila Bitingüi, cenografado como um vilarejo praiano. Então você passa por um pequeno hotel freqüentado por portugueses, o Hotel Bitingüi.
A hospedagem mais simpática à beira-mar nesse trecho da Rota é na Estalagem Caiuia. Nenhuma pousada é tão pé-na-areia: você abre a porta do quarto, dá dois passos no deck e já está na praia.
A pousada pertence aos donos do ótimo restaurante Divina Gula, de Maceió; a cozinha é ponto focal da área social. Hoje a pousada está arrendada ao casal de gerentes, que não alteraram nem o cardápio nem a linha de atuação. Os quartos são charmosos, mas compactos (e não têm TV). As diárias na baixa temporada, incluindo jantar, começam em R$ 200.
Finalmente, um pouco antes da vila de Japaratinga, uma estradinha tortuosa leva morro acima à Pousada do Alto.
O dono, Leopoldinho Amaral, foi agente de viagem e correu o mundo antes de abrir a pousada no sítio do alto do morro. A sede é uma casa belissimamente decorada com móveis e objetos de família e obras de arte. Os quartos ficam numa ala anexa, e recentemente ganharam equipamentos novos. As diárias, incluindo jantar, são de R$ 380 nos apartamentos térreos, e R$ 430 nos do segundo andar.
O jantar é um acontecimento: servido à luz de candelabros.
A última novidade da Pousada do Alto é um spa, comandado por universitários pernambucanos.
Mas por mais qualidades que a pousada possua, nada provoca mais uau! do que a piscina de borda infinita encarapitada no deck, de onde se pode observar o vaivém radical da maré de Japaratinga ao longo do dia.

Japaratinga está a 20 km de Maragogi, que por sua vez fica a 130 km do Recife; esta ponta da Rota é a porta de entrada para quem vem de Pernambuco.
Gostou do passeio? Tenha certeza de que ao vivo é muito mais bacana































































22 Julho, 2007 em 11:36 pm
Riq, lindo mesmo!!
Até o peixe-boi apareceu nas fotos. Lembra da falação que a gente fez por causa de um turista mal educado?
Mas eu queria dizer também que eu adorei o mapa feito pelo moço, à mão.
Demais!
22 Julho, 2007 em 11:41 pm
Riq!
Maravilhoso…Gostaria de ir assim que terminasse o caos areo!!!
22 Julho, 2007 em 11:51 pm
Lindo, Riq! Mais uma vez, arrasou nas fotos e no texto! E também amei o mapa…
23 Julho, 2007 em 12:23 am
Riq, arrasou no post, tá tudo aí, tintin por tintin!
Também adorei o mapinha do Dudu Cavalcante.
Legal a idéia da pousada Borapirá - pra quem tem 3 filhos como eu.
Poxa, Riq, mas não tem coisa demais acontecendo lá, não? Me arrepia um pouco a história do tal resort que querem construir, a ponte do prefeito… os pousadeiros de lá, que pelo que entendi têm uma associação, conseguem ter algum “poder” sobre o que rola na região?
Eu sei que deve ser óbvio, mas eu não estou pensando em nada parecido com monópolio não, tô falando em preservação!
Vc acha que vai dar pra garantir esse cuidado na Rota Ecológica?
23 Julho, 2007 em 2:12 am
Putz, show esse “postão”, Riq!
Um manual de viagem passo-a-passo pra terra do Fernandinho-que-tem-aquilo-roxo, hehehe
Abrasss
23 Julho, 2007 em 2:26 am
Excepcional o post! Me deu uma vontade… Já vou guardando para a posteridade
(ainda vou aborrecer vocês bastantinho)
Eu e minha atual obsessão: viagens RTW. A quem interessar possa: a Virgin Atlantic, junto com a Singapore e a Air New Zealand inventaram um novo RTW, o The Great Escapade ( http://www.thegreatescapade.com/ ). Muito interessante para quem pretende incluir Austrália e Nova Zelândia no roteiro de volta ao mundo, eles têm várias conexões. Os preços são bem bons: começam a 860 libras (que equivalem a 1763 dólares), por até 29000 milhas, na econômica, dependendo da época da viagem. A pegadinha: as viagens começam obrigatoriamente em Londres. Mas somando a passagem para lá, ainda fica competitivo… Pena que os destinos ainda são bem limitados (blé, não vão onde eu quero ;-( ), mas o site é bem espertinho, subtraindo as milhas pra você planejar direitinho a viagem.
Agora, de volta ao Camboja
23 Julho, 2007 em 2:40 am
Excelente post! Moro logo ali do lado, em Recife, e agora já decidi q PRECISO conhecer tudo isso de perto, urgentemente. Engraçado, que as vezes vc fica planejando conhecer lugares distantes (acabei de voltar da patagônia) e se esquece de olhar para o lado… A grama do vizinho nem sempre é mais verde!
23 Julho, 2007 em 4:14 am
Agora babei…
Se eu tinha alguma dúvida sobre meu próximo destino em solo brasileiro, acabou-se
É Toque!
Obrigada, Riq!
23 Julho, 2007 em 6:44 am
Adorei…
No 1º ano que fomos ao Brasil estive muito em dúvida entre essa zona e Trancoso, Espelho, Santo André… Optei pela segunda, não me arrependi porque voltei no ano seguinte. Mas essa rota ficou sempre “pendurada”. Na altura cheguei até a ter preços combinados com o Nilo, exactamente por causa das “três crianças” como diz a Liciana, que noutros locais não era “bem vindas”.
Aqui em Portugal penso que não é permitido ser “explicitamente” “Not children friendly”!!!! Pelo menos eu nunca vi qualquer referência nesse sentido. Foi uma desilusão para mim quando à procura de alojamento por aí me vi tantas vezes confrontada com “criança com mais de … é bem vinda” (isto quando era simpáticos…). CAlculo que seja polémico, mas discordo totalmente desta conversa… Enfim um desabafo de uma mãe de família “metida a viajante”.
Também, e mais uma vez, como a Liciana, me preocupa essa questão do desenvolvimento destas zonas ainda preservadas. Na “minha” Santo André, vou acompanhando de longe o mesmo problema e pensado como estará quando tiver oportunidade de lá voltar. Mas aí as pessoas tomaram mesmo o destino nas suas mãos e têm conseguido “escolher” o melhor que o crescimento tem para lhes dar.
Ainda ontem entre na nova página criada pela Associação local e que há já algum tempo mantém também um blog. Para quem queira espreitar…
http://www.santoandre-bahia.com/
http://santoandre-bahia.blogspot.com/
23 Julho, 2007 em 8:34 am
Reportagem melhor, mais completa e bem ilustrada do que a de QUALQUER revista brasileira de viagem e turismo. Melhor que isso só quando vc. atualizar e publicar a segunda edição da versão impressa “Guia Freire de Praias”. Muito bom, parabéns.
23 Julho, 2007 em 9:15 am
Ufa! Mais um bocadinho e já não apanhava esta versão actualizada com esse mapinha amoroso. Partimos sexta-feira e ainda me falta imprimir um monte de páginas do roteiro que eu montei via net (além de levar uns guias - sou mulher de andar com quilos de papel atrás).
A propósito do post da Gabriela - há pouco apareceu um hotel no Algarve com essa ideia e as televisões fizeram um espalhafato em torno da ideia, como se fosse algo de muito estranho e já não houvesse noutros países. Trinta anos depois e vivemos em imensos aspectos sobre a síndrome do 25 de Abril - os direitos, as liberdades, o colectivo…
Claro que eu sou suspeita - quarentona sem filhos.
Agradeço de novo. Beijinhos
23 Julho, 2007 em 9:35 am
Nossa, que demais!!! Era tudo que eu queria
23 Julho, 2007 em 9:37 am
Gabriela, por aqui temos o problema de tanto as crianças quanto os pais de classe média alta serem muito, muito mal-educados
Liciana, é ilusão achar que a região será preservada indefinidamente como está hoje. O ideal seria que se adotasse um plano diretor de ocupação de baixa densidade e baixo impacto. Eu tenho menos medo de resorts (desde que sejam autocontidos e com prédios de altura controlada) do que da instalação de “receptivos” e outros estímulos à farofa organizada. Mas claro que torço para que o modelo pousada-de-charme prospere e se torne modelo para esta e outras regiões ainda não comercializadas ao extremo.
Bem notado, Gabriela: Santo André na Bahia é outro ótimo exemplo de como uma balsa pode preservar um lugar.
23 Julho, 2007 em 9:52 am
Riq,
Ufa!! Até que enfim saiu o post da Rota… Tá maravilhoso!! Fiquei com mais vontade de ir ainda!!
Fiquei morrendo de inveja da pizza, essa é a vantagem de morar em Sampa, dá pra se encontrar e trocar idéias ao vivo!! Muito legal, agora já dá pra ligar nomes aos rostinhos do meus guias de viagem favoritos!!
Continuem assim, gente!!
Beijão a todos!!
23 Julho, 2007 em 9:52 am
Esse roteiro está ótimo. Simplesmente não dá para fazer uma viagem pela rota ecológica sem antes consultar as dicas do Riq.
Espero, apenas, que em breve seja lançada uma nova edição do Guia Freire´s, revista, ampliada, atualizada e com a qualidade de sempre.
23 Julho, 2007 em 10:37 am
Riq,
Mesmo sendo mãe de 3, sou obrigada a concordar com vc que está faltando muita educação por aqui!!! E põe muita nisso.
23 Julho, 2007 em 11:34 am
Morram de inveja. Estou indo pra Pousada do Toque dia 24 de agosto. Comerei um lagostim por vocês.
23 Julho, 2007 em 11:49 am
Ricardo:
Eu percebo o que tenta dizer. Mas, entre os de classe média alta, só os que são pais são mal educados??? Ou é problema da classe média alta em geral, mesmo para os que não têm filhos??? Se for assim, é fácil resolver “Classe alta, Classe média baixa e Classe baixa são aceites”… Talvez o problema não seja das crianças.
Haverá certamente locais em que as crianças não deverão entrar, mas se o critério não for para as proteger (como programas nocturnos, locais perigosos, etc.), mas sim para proteger os que não são crianças, não posso dar-lhe outro nome que não seja discriminação. Parece muito radical, não é??? É como eu sinto. E é sempre possível convidar a sair alguém que não se comporte devidamente, crianças ou não.
A vida é assim e mesmo quando queremos descansar, às vezes, tem bichos ou crianças ou “outros contratempos” que prejudicam o “nosso barato”, mas fazem parte da vida e não dá para fingir que não.
Nunca me esqueci de, nas pesquisas para preparar a 1ª viagem ao Brasil, ter encontrado uma autora de artigos de viagens que, num MESMO ARTIGO, escreveu “E o melhor de tudo: não aceitam crianças”, para descrever uma pousada, e “Aceitam cachorros bem comportados como o meu” sobre uma outra pousada (esta última pousada, graças a Deus, também aceitou filhos medianamente bem comportados como os meus).
Talvez essas pessoas da classe média alta sejam assim por nunca, em criança, terem estado em sítios como esses. A mim, quando me falam nesse assunto, para ser tão mal educada quanto eles, é como se “me pisassem os calos”.
Desculpem o desabafo e a má criação!!!
23 Julho, 2007 em 12:03 pm
Ha ha, Gabriela, entendo sua indignação.
Infelizmente, achar pais que saibam dar limites a seus filhos está cada vez mais difícil.
Reclame de um adulto que se comporta mal, e você vai se incomodar. Reclame de um filho alheio que se comporta mal, e você cria um pandemônio.
Um amigo meu, muito rico, que tem dois filhos adoráveis, inteligentes, comportadíssimos, não conseguiu reservar o melhor hotel brasileiro, o Ponta dos Ganchos, http://www.pontadosganchos.com.br , porque o hotel não aceita menores não de 12 ou de 16, mas de 18 anos.
E, pasme, ele compreendeu
23 Julho, 2007 em 12:07 pm
Riq,
Sen-sa-cio-nal !!!!!!!!! Valeu esperar

Que saudades da água de coco que ele traz, seja onde você estiver. É um dos melhores e mais generosos seres humanos que conheço. Quem conhece sabe 
Como sempre você tira o melhor de tudo, e principalmente a alma dos lugares. A Pousada do Toque não é só uma pousada na beira da areia com esse super conforto, DVD, split, roupa de cama da melhor qualidade, mas o ASTRAL da galera que mima TODOS os hóspedes. Valeu ver a foto do JR
Assistir ao por do sol na varanda do chalet, não tem preço.
Achei charmozérrimas as pousadas do Caju, Amendoeira que eu não conhecia. Estivemos na Pousada do André, a Costa dos Corais, e comemos essa pizza que é deliciosa mesmo. E a Pousada é de muito bom gosto.
Quem for à Praia do Morro, na volta pode aproveitar para sentar no bar indicado pelo Nilo, em Barra de Camaragibe para comer pata de caranguejo com uma cervejinha.
23 Julho, 2007 em 12:09 pm
Riq, amei o post! Por inspiração do Freire’s, fiz a rota ecológica no final de 2005 com direito a peixe boi e praias fantásticas. Foi o lugar mais lindo de todo o litoral Alagoano! Fiquei no Costa das Pedras (o dono é o sobrinho do Nilo) que fica num casarão super charmoso em Porto de Pedras e o atendimento foi excelente!
23 Julho, 2007 em 12:23 pm
Adorei o roteiro! Mandei p/ meu marido e queríamos fazer passo a passo em Dezembro deste ano, já que temos três semanas de férias! Só não contava com o fator “criança”. Temos um filho de 4 anos, que terá 5 em Dezembro, e ele irá conosco. Espero conseguir lugar decente p/ ficar com ele!
MAs o que queria mesmo era a ajuda de vcs p/ outro ítem: iremos de SP de avião mas queríamos fazer o roteiro com o nosso carro q é um 4×4 muito confortável e que meu marido faz questão de levá-lo. Alguém sabe um meio de despacharmos o bendito?!
Alguém já fez isso?
Obrigada
23 Julho, 2007 em 12:34 pm
Eu acredito que ele compreenda… Se é rico terá muitas outras alternativas!!!!
. Para mim, só ter que pagar dois quartos é ainda mais desincentivador do que “criança não entra”…
Bem, mas não vou desvirtuar este post que é para louvar o seu maravilhoso trabalho que faz com que até pais com três filhos, não ricos, encontrem sítios charmosos para ficar!!!!!!!!!!! Parabéns!!!
23 Julho, 2007 em 12:42 pm
Dá para mandar fácil por cegonha, Flávia. Já mandei (mas não tenho o contato; preciso pegar com o meu personal boqueiro, que foi quem me conseguiu).
Pro trecho da Rota, a Borapirá vai ser ideal para vocês com o pimpolho.
Mais para cima, sugiro o Pontal dos Carneiros Beach Bungalows e, se forem a Porto de Galinhas, o Marulhos, em Muro Alto, que tem uma piscina bárbara.
23 Julho, 2007 em 12:49 pm
Delicia de post Riq !
Já arquivei e distribui para todo mundo da minha lista de viajantes
viciados em gostosuras
Quanto a hospedagem para adultos , creio que começou por aqui nas

pousadas da praia do rosa ; pousadas com jeito de casa , com mil badulaques, tapetes , paredes que não são a prova de som , escadas
de madeira ingremes sem corrimão, enfim: perigosas para crianças!
O esquema funcionou tão bem ( a procura aumentou) que outras
pousadas fizeram o mesmo .
Não deves ficar indignada não Gabriela , as que não aceitam crianças
são locais “lua-de-mel” que não combinam com eventuais gritarias,
choramingos , bola na piscina , acidentes domésticos
Tem acomodações para todos e de todos os tipos ; pensa que ao viajares
sem os filhos vais valorizar um local aonde não precises ficar lembrando
deles uma vez por minuto e se sentir culpada por não teres trazido os
moleques para brincar na piscina etc..
Adultos que viajam sem os filhos valorizam e priorizam locais em que
tem a certeza de encontrar sómente seus semelhantes adultos
( assim como os moleques adoram encontrar seus semelhantes crianças )
23 Julho, 2007 em 12:50 pm
Obrigada, Riq
Quanto tempo antes devemos despachar o carro, mais ou menos?
Se vc puder pegar o contato com se personal “não entendi o resto” e me enviar, vai me ajudar muito!
A Pousada do Toque tbem não aceita crianças?
23 Julho, 2007 em 1:06 pm
Personal boqueiro: maravilhoso profissional que me acha um carro bacana, faz todos os trâmites burocráticos, vem buscar e entregar em casa na hora da revisão, acompanha o carro nos mínimos detalhes para depois ter certeza do que vai revender mais tarde…
Quando eu mandei por cegonha para São Luís demorou quase 10 dias, Flávia, mas era porque a rota não era muito comum e a cegonha demorou para sair.
Crianças no Toque: eles aceitam, sim, mas tem uma espécie de cota. O Nilo, que controla todas as reservas pessoalmente, fica monitorando pra não ter criança em excesso. Habituês têm preferência…
23 Julho, 2007 em 1:06 pm
Daniela , o Cambodia está lá na ConVnVenção/pizza
23 Julho, 2007 em 2:33 pm
Riq,
Seguindo suas dicas, eu e meu namorado, ano passado, fomos a Rota Ecológica e nos hospedamos na Pousada do Toque. Ficamos justamente na Toque-Toque… tudo de bom!!!!
Pra gente que mora em São Paulo, desacostumados a ver estrelas, por mais brega que soe, é uma coisa MARAVILHOSA! Inesquecível mesmo!
Fora que o atendimento é impecável… no restaurante, comemos por sugestão do próprio Nilo, um peixe pescado no dia, fresquinho, assado no sal grosso… delícia… e nem sei qual era o peixe…
Quero voltar!!!!
Abraços a todos!
23 Julho, 2007 em 2:39 pm
Riq
Que luxo, esse boqueiro!
Qdo puder me envie o contato da cegonha. Enquanto isso vou uma bisbilhotada na net.
bj
Obrigada
23 Julho, 2007 em 3:08 pm
Ricardo,
Ótima a reportagem sobre o litoral norte de Alagoas!
Moro em Recife e sempre vou passar finais de semana por lá, em Japaratinga, fico na Pousada Doze Cabanas, uma pousada bem legal, bem simples, meio bicho-grilo ou zen, você escolhe. Senti falta dela no seu roteiro, não tem nada de luxo, mas tem o que Japaratinga tem de melhor a oferecer: a praia, o melhor é que você sai da cabana e já está com os pés na areia da praia, vale a pena conhecer, especialmente se a intenção for o “rien faire”.
23 Julho, 2007 em 3:12 pm
Virginia, da proxima vez vai para a Caiuia e depois me conta
23 Julho, 2007 em 3:17 pm
Ótimo post. Detalhado e ilustrado na medida certa. Parabéns.
23 Julho, 2007 em 3:26 pm
A respeito de hotéis e pousadas que não aceitam crianças…
Quando conversava com uma amiga sobre o assunto, ela achou absurdo, mas parto da seguinte premissa: nada melhor do que saber o que nos espera quando resolvemos ir a algum lugar. Muitas vezes queremos descansar, dormir, fazer nada e ver a vida passar… Fica um pouco difícil se temos crianças correndo e gritando e jogando bola e etc o tempo todo, não que estas sejam sempre mal-educadas, mas são crianças e crianças são assim: fazem barulho e ocupam espaço. Se eu quero ir a um hotel ou resort ou pousada e sei que crianças são aceitas, ótimo! Vou curtir sabendo que terei crianças ao meu redor e brincando com elas e admirando como elas são lindas, mas se quero só curtir o clima de romance com meu marido, namorar, conversar baixinho e ouvir o silêncio ou o marulhar das ondas, procurarei um lugar que não as aceite.
Pretendo ter filhos em breve, então terei que procurar locais que atendam minha nova condição, enquanto isso, vou aproveitando o que cada lugar tem a me oferecer.
23 Julho, 2007 em 3:29 pm
Sylvia,
Sempre que vou a Japaratinga, me hospedo na Doze Cabanas mas almoço na Caiua, que acho muito charmosa e tem uma comida deliciosa, mas o que me incomoda um pouco é a falta de privacidade. Acabei me acostumando com o clima de família com que Fred nos recebe na Doze Cabanas e com as cabanas separadas…
23 Julho, 2007 em 3:32 pm
Sim, esqueci de dizer que a Doze Cabanas aceita crianças
23 Julho, 2007 em 3:37 pm
Tb gostei muito do Alagoas. Pretendo voltar. E o tratamento? Nunca fui tão bem tratado! Maragogi é muito bom.
gd ab
23 Julho, 2007 em 3:47 pm
É verdade Virginia , mas sabe o que é ? quando fiquei lá éramos os
unicos hospedes
23 Julho, 2007 em 4:21 pm
Ai, ai, já mal cheguei daquela maravilha que é Boipeba e já estou babando pela Rota Ecológica (não que já não estivesse antes)…maravilha de post!
Adorei aquela última foto do bangalô Toque-Toque, com aquele final de tarde de inspirar qualquer mau-humorado. Ficar no Toque deve ser realmente uma experiência em si, mas todas as outras pousadas me parecem deliciosas, cada uma em seu nível de conforto, mas todas de extremo bom-gosto. Aliás, será que existe outro canto no Brasil com tanto bom-gosto concentrado???
Fora esse peixe-boi lindo…
Já estou repassando o link para o meu queridão só como uma indireta
23 Julho, 2007 em 4:43 pm
Riq, nem preciso dizer que A-DO-REI o post.
São Miguel dos Milagres grudou na minha cabeça desde que a li sua reportagem na VIP (anos antes de eu vir trabalhar aqui!).
Aí, quando abriu a Aldeia Beijupirá, decidi: é hora de ir. Almocei no Toque, conheci o supersimpático Nilo, comi aratu catado em Porto de Pedras, e fiquei muuuuito relax na pousada.
Depois de um ano e meio… não deu outra: bateu saudades. Fui este ano de novo, no Carnaval, pra ver de perto o tal gazebo da piscina…
Desta vez fui ver o peixe-boi no rio, fiquei emocionada!
Então, fiquei feliz de saber de lugares que eu não conhecia, como a Pousada do Patacho e a Costa das Pedras, além dessa Villa Pantai. Agora preciso voltar para conhecer o pedaço além-balsa, que nunca fui.
Ah, e a melhor notícia pra mim foi definitvamente a Borapirá: esperando minha 1a filha pra outubro, eu estava digamos assim semi-desesperada de não ter uma pousada charmosa pra ir levando ela junto!
23 Julho, 2007 em 4:50 pm
Emilia, juro que eu morro de pena dos nossos queridões
A cada dia uma surpresa ..uma ideia nova que TEM QUE ROLAR
COM URGENCIA
Imagino que deva ser um alivio chegar em casa e poder passar 24
horas sem ouvir falar “na proxima ” , assim como eu amoo quando não
tem jogo de futebol !
23 Julho, 2007 em 5:00 pm
Eu sempre me perguntei o por que daquelas 4 quadras de saibro em porto de pedras.
23 Julho, 2007 em 6:18 pm
Sylvia, eu já falei tanto em Ásia Central, Rota da Seda e similares, que é ele até ficou empolgado. Se eu falar em Uzbequistão então…ele só dá risada

Mas admite que, sonhando e aprendendo a curtir o planejamento, ele aproveita muito mais
23 Julho, 2007 em 7:13 pm
Sylvia:
Eu não fico indignada, eu fico “indiguinadississima”!!! Não há nada nem ninguém que me convença do contrário. Não estou a brincar quando digo que é discriminação… Criança não é como o fumo que faz mal ao fumador passivo…
Já viajei sem as crianças, sim, e não sinto culpa, nem me lembro de me sentir incomodada por outras crianças, já por alguns adultos…
Virgina:
Eu sei que tudo seria melhor se fosse previsível, mas o pior é que não é e o custo de o tornar, à força, às vezes é muito alto.
(agora sem azedume… eu percebo tudo o que estão dizendo, é claro, mas só acho que o custo para se ter todo esse sossego é grande demais.)
Eu avisei para não “pisarem o meu calo”!!!
O pior de tudo é que esta conversa azarou o meu dia. Não é que procurava um sítio para passar o fim-de-semana no Algarve e “dei de caras”, pela 1ª vez em Portugal, com um turismo rural em que as crianças não são bem vindas!!!!Querem ver que já não é só o “blog contra mim” e virou o mundo inteiro???!!!!
23 Julho, 2007 em 7:22 pm
Relax … Gabriela , quando teus pimpolhos crescerem vais fazer
:nada de crianças nas minhas férias 
como eu
23 Julho, 2007 em 8:14 pm
Devido ao caos aéreo com data para acabar em 20 de novembro de 2050 (talvez), informo que a distância de carro entre RJ e AL é de aprox. 2151 km. Para outras capitais, favor procurar no google.
23 Julho, 2007 em 9:09 pm
DE SP ALAGOAS DEVE ESTAR CERCA DE 2500 KM…
SERÁ Q DESISTO DE MANDAR MEU CARRO DE CEGONHA ?!?!
23 Julho, 2007 em 9:40 pm
Com relação à crianças no Toque, posso dizer como o Riq acima que o Nilo controla, sempre há poucas. Um casal paulista que se hospedou no Bem Te Vi, tinha uma criança de colo e um de uns 2 anos, sempre com a babá ou o pai. Não incomodaram nada. As maiores em geral ficam o tempo todo na praia. Não dá pra ter correria na pousada, pois os hóspedes, em geral casais, mulheres ou homens sozinhos, ou grupos de 2 ou 3 mulheres têm como lazer ler, bater papo e descansar.
Estive na Um Milhão de Estrelas um pouco antes de inaugurar, em 2004 que por sinal era uma cópia da Pousada do Toque em tudo, até na caixinha do secador de cabelo. Acho a pousada apropridada para crianças, pois os chalets são razoavelmente distantes uns dos outros, e com bastante espaço na frente, fora a praia em frente.
Aliás, que tal uma conVNVenção nacional na Rota Ecológica, em janeiro ?
23 Julho, 2007 em 10:47 pm
Ah, e sobre as quadras de tênis que o prefeito mandou fazer para a população de Porto das Pedras, artigo de primeira necessidade para eles, claro, eu me arrependo de não ter fotografado as ditas pra mandar pro Globo.
24 Julho, 2007 em 10:02 am
Ricardo,
Aproveito pra agradecer. Conheci a Rota qaundo caí no Freire’s procurando Maceió no Google. Comprei um pacote CVC e passei duas noite em Porto de Pedras, na pousada do André. Foi muito legal e sou grato ao seu guia de praias até hoje. De quebra ainda descobri essa comunidade…
Abraço.
24 Julho, 2007 em 1:40 pm
Riq, não faz mais isso. Por favor.
Mais um post desses e vou ser obrigado a me mudar pra lá.
Sério, tô me sentindo mal agora…Não vou conseguir dormir depois de fotos tão…tão…tão maravilhosas. Quero agora!
24 Julho, 2007 em 2:54 pm
Riq, parabéns pelo excelente post!! Tá tudo no texto, detalhado e fiel ao local. Eu e minha esposa estivemos na Rota Ecológica durante nossas férias em Junho e, mais um vez, agradeço pelas informações que encontrei aqui e no Freire´s. Aliás, o nosso roteiro “João Pessoa-Recife-Rota Ecológica-Maceió” foi baseado nas suas dicas. Estive blogando “ao vivo” de lá e quem quiser ver mais fotos e relatos, pode acessar o blog:
http://oquesefaz.wordpress.com
Fiquei hospedado na Pousada do Caju e adorei! O atendimento do Zé Carlos e Alírio é excelente, a comida é sensacional e a infra-estrutura da pousada é ótima! Quem quiser se hospedar por lá, pode ir sem medo!!
Além das piscinas naturais, a Praia do Morro e a vista do morro do cemitério são imperdíveis!! Infelizmente, fiquei na rota apenas 4 dias, mas voltaremos lá com certeza!
24 Julho, 2007 em 3:31 pm
Fui a Amendoeira em janeiro, indico de olhos fechados, comida maravilhosa e donos simpáticos. A região é ímpar e pretendo voltar em breve
25 Julho, 2007 em 4:45 am
Ricardo,
He vuelto de unas mini-vacaciones (estoy de obras en mi casa de la zona de “Els Ports” y he ido a supervisarlas). Estoy en Barcelona lista para coger el avión Lisboa-Recife.
Este fin de semana estaré por esta zona de Alagoas.
He imprimido su post y me lo llevo de viaje como si fuera una reliquia muy valiosa, pra mí lo es.
BOAS FÉRIAS PRA TODOS!!!
Beijos y hasta la vuelta.
25 Julho, 2007 em 11:03 pm
Boas férias Carmen, curta bastante esse litoral lindo, e se abasteça com muita energia !!!
25 Julho, 2007 em 11:49 pm
Deixou todo mundo com agua na boca…
Muito bom…
Qual a melhor época de ir?
[]s
26 Julho, 2007 em 8:03 am
Se não for esta a melhor, paciência…
Parto amanhã. Se fosse directamente para lá ainda me poderia cruzar com a Carmen, quem sabe?
Quando voltar conto como é andar por Palmares, pela Rota, pelo Pantanal. Visão de estrangeira (esta palavra soa-me estranha, não foi essa a sensação que tive na 1ª viagem) tem sempre alguns particularismos.
Até daqui a umas semanas.
26 Julho, 2007 em 9:21 am
Mirella, os meses em que chove mais são maio e junho. Os meses mais secos vão de setembro a março.
Isabel, vá tranqüila e aproveite! Mesmo que ainda chova um pouquinho, aposto que você vai pegar sol todos os dias.
26 Julho, 2007 em 12:14 pm
Riq e tripulação, como citei em um comentário acima, retornei há um mês da Rota Ecológica.
Dos 19 dias em que estive por lá, peguei 4 dias de chuva apenas. Me disseram que tive muita sorte, pois é um período de chuvas constantes. Mas as chuvas não duram o dia todo, às vezes chove pela manhã e ao meio-dia já tem um baita sol.
Agora, quase mês de Agosto, as chuvas diminuem bastante. Creio que a Isabel e a Carmen vão aproveitar demais, pois a região é maravilhosa!!
27 Julho, 2007 em 7:37 pm
Boa noite,
ando à procura de um local calmo, agradável e seguro para passar férias em Agosto com o meu marido e 2 filhos (3 e 5 anos). Indicaram-me (uns conhecidos) uma vila pequena e muito tranquila: Japaratinga e o hotel Albacora. Pelo que li nesta rota maravilhosa não há indicação dele. Alguém me pode dar alguma informação mais precisa do hotel e da localidade? É seguro para os meus filhos? Vou de avião até Recife. O caminho para japaratinga é seguro? Têm alguma alternativa ao hotel ou ao local?
Obrigada e PArabéns ao Ricardo por todas estas informações de viagens que nos fazem sonhar,
Graci
27 Julho, 2007 em 8:40 pm
Graci, o Albacora fica próximo da vila de Japaratinga. Não posso dar minha opinião, porque não consegui visitar — me atrasei nessa última passagem pela região, e não havia mais luz natural suficiente para fotografar, então nem entrei.
Pelo que vejo no site, o hotel destoa um pouco do grupo que apresento no relato justamente por ser um hotel, e não pousada. Mas parece bem estruturado e está num ponto muito bonito da praia.
As opções ao Albacora ( http://www.albacorapraiahotel.com.br ), com crianças, na região, seriam o Hotel Bitingüi (mais antigo, maior; acredito que o Albacora seja mais interessante) e o resort Miramar, em Maragogi, que funciona com sistema all-inclusive ( http://www.miramarmaragogiresort.com.br ).
Uma alternativa recomendável seria a pousada Borapirá, em Tatuamunha (Porto de Pedras), mas acredito que a estrutura para crianças que será o forte da pousada ainda não esteja toda pronta em agosto.
Para os padrões brasileiros, a estrada do Recife até Maragogi é boa. Japaratinga fica muito próximo à estrada asfaltada; há um pequeno trecho calçado por paralelepípedos. Não lembro se o calçamento vai até a porta do Albacora, mas se não for, não serão mais do que cinco minutos de caminho de terra.
De toda a Rota, Japaratinga é o ponto mais próximo do Recife (cerca de 140 km). Porto de Pedras está a 150 km (com uma travessia de balsa). São Miguel dos Milagres (Toque), 165 km (com travessia de balsa).
28 Julho, 2007 em 8:31 am
Ricardo,
Obrigada pelas informações.
Graci
28 Julho, 2007 em 12:37 pm
Olá Boa tarde,
Estou a pensar ir com a o meu marido e a minha filha de 3 anos de férias no final de Agosto.
Gostaria que se fosse possivel me desse a sua opinião sobre o Hotel Praia Dourada, que segundo algumas opiniões não corrsponde às imagens que são apresentadas no site.
28 Julho, 2007 em 12:43 pm
Carla, me hospedei lá por uma noite há dois anos.
A praia é excelente. O hotel é, como dizemos por aqui, básico. Se você puder pagar a diferença, sugiro ir ao Miramar Maragogi.
28 Julho, 2007 em 2:08 pm
Oi Ricardo, muito obrigado pela dica
30 Julho, 2007 em 1:19 pm
Olá Ric,
Já tem algum tempo que venho lendo variaaas reportagens sua…
Mas esta está muuito boa… parabéns…
Acabo de ver que da minha imensa duvida, decidi pelo lugar certo… o TOQUE… agora só me resta saber se o Nilo vai ter um lugarzinho lá pra mim…
senão, além de ficar muito triste, vou ter que ler muitas mais reportagens… que olhando por este lado não é nenhum sacrificio…
Continue escrevendo lindamente sobre nosso Brasil…
Abraço
31 Julho, 2007 em 6:00 pm
Boa noite Ricardo,
em primeiro lugar quero felicitá-lo pelo excelente trabalho… posso-lhe dizer que das duas vezes que fui ao Brasil li sempre as suas dicas. Por tudo isso, e porque penso voltar este ano a este país maravilhoso peço-lhe uma opinião: O hotel Bitingui, na praia com o mesmo nome é recomendável para uma família com filhos pequenos? E a praia é calma, dá para as crianças nadarem? Fico com pena de não poder ir para as pousadas que recomenda, mas realmente com uma família grande …é difícil.
Obrigado,
Abraço
CArlos
31 Julho, 2007 em 6:15 pm
Carlos , o Bitingui é vizinho da minha pousada favorita na rota ,

a Caiuia. É um hotel relativamente grande , não sei como são as
acomodações , mas ele não tem charme
Mas lembro de uma cerquinha na beira da praia …
Quanto ao mar , vai depender da lua e da maré ; na lua cheia e nova
a água fica mais limpa , e na maré baixa o mar recua muito ( quase um
kilometro ).Não vejo problemas em levar crianças
1 Agosto, 2007 em 4:46 am
Obrigado pelas informações Sylvia… fico então à espera que alguém me possa dar mais algumas dicas sobre o hotel…
Obrigado
carlos
1 Agosto, 2007 em 8:10 am
Carlos, o Bitingüi é um hotel OK, numa praia boa para crianças. Nas luas cheia e nova, como disse a Sylvia, a maré baixa faz sumir a praia, mas a maré alta traz o mar para a beirada do hotel. Eu não me demorei nele no post porque eu acho que o meio de hospedagem ideal para esta região é pousada, não hotel. À diferença do que ocorre no mercado português, não há pacotes com charter + hospedagem no Bitingüi para brasileiros, então para nós não fica mais barato do que escolher uma pousada.
6 Agosto, 2007 em 4:38 pm
Ainda não encontrei um empresa que leve meu carro de SP até recife ou Maceió p/ q eu o pegue lá. Alguém conhece alguma?
Muito obrigada!
6 Agosto, 2007 em 5:09 pm
Para os que estão pensando em ir para a Rota no fim de ano, Reveillon: não quero ser alarmista, mas é bom ver logo. A Amendoeira e o Nilo já estão lotados.
Flavia H.C.: O Ricardo quando desceu tudo não mandou o carro dele de cegonha? Ou então alguma transportadora…
Pergunta: vcs acham que vai ser um caos em dezembro é?
6 Agosto, 2007 em 5:15 pm
Eu esqueci de pegar o telefone do cegonheiro com o meu personal car dealer. Hoje não consigo mais falar com ele, mas amanhã eu pego…
E quanto à Rota… pelo sim, pelo não, vale a pena deixar o nome em listas de espera, porque acho que essas primeiras pré-reservas são de habituês que ainda não deram sinal. (Pelo menos da última vez que falei com o Nilo ele ainda não tinha definido o preço do pacote…
6 Agosto, 2007 em 5:31 pm
Obrigada!
Eu nem sequer reservei passagens aéreas!
Tenho q correr.
31 Agosto, 2007 em 5:59 pm
[...] uma viagem sem antes consultá-lo é uma decisão nonsense. (e não deixe de ler o excelente post Alagoas: Rota Ecológica, sobre uma rota no belíssimo litoral norte do [...]
3 Setembro, 2007 em 8:56 am
Olá pessoal! Se alguém puder me ajudar…
Qual praia é a melhor para o banho? Tatuamunha ou Lages?
Obrigado
3 Setembro, 2007 em 8:59 am
São equivalentes.
3 Setembro, 2007 em 9:05 am
Nossa Ricardo!! Real Time! heheheh Obrigado pela informação… Estou em dúvida em qual pousada escolher (Beijupirá ou Borapirá). Seria para um casal, sem filhos, procurando boa comida e um marzão para relaxar e coqueiros por toda a parte. Ah, qual a distância (pela praia) entre as pousadas?
Mais uma vez obrigado.
3 Setembro, 2007 em 9:13 am
Fiz só uma vez pela areia e não anotei os tempos. Mas deve ser uma meia hora, 45 minutos.
Em termos de banho, as duas praias se equivalem, mas a da Beijupirá tem um visual mais bonito.
3 Setembro, 2007 em 6:37 pm
Finalmente me decidi! Optei pela Beijupirá. Já até efetuei a reserva.
Ricardo, muito obrigado pelas dicas. Quero também agradecer pelas excelentes informações sobre Buenos Aires.
Um grande abraço!
3 Setembro, 2007 em 10:26 pm
OLA!
JÁ CONHECI EM VARIAS VIAGENS,E DE CARRO ;DE PORTO ALEGRE RS A NATAL RN,MAS ALGUMAS DESSAS DICAS E LINDAS POUSADAS JÁ ESTÃO NA MINHA AGENDA,POIS AMO VIAJAR!!
OBRIGADA…
SONIA
4 Setembro, 2007 em 5:45 am
Gente, sinceramente não dá mais pra viver sem vcs! Ricardo virou o meu guru e todos os que postam são ‘discípulos’ sensacionais com comentários e dicas ótimas. Se eu estivesse em Sampa seria mais uma feliz participantes das convenções :-))
…mas moro em Berlim (tá ficando frioooooo de novo!) e no Rio e se alguém precisar de dicas desses 2 lugares é só chamar.
Pergunta do dia: seguindo as recomendações (claro) estou indo com meu alemão e outro casal de gringos pra praia do Laje (Beijupirá) em dezembro e adoraria saber se vale à pena alugar um carro em Maceió pra ter mobilidade e explorar a região ou se dá pra fazer tudo com os transportes locais, barquinhos e afins…
Confesso que adoro andar pela areia, de praia em praia, mas às vezes não rola.
Beijos
Mariana
4 Setembro, 2007 em 7:34 am
Ali pela Rota dá pra fazer tudo de táxi e… jangada. (Já vi várias vezes jangada transportando visitante ao longo da costa, como se fosse bugue na areia. É o máximo.)
Pergunte na pousada se eles tem algum esquema com carro alugado; pode valer a pena alugar por um ou dois dias, para ir a Carneiros num e Japaratinga noutro. Ficar com carro o tempo todo pode atrapalhar o descanso
O caminho do aeroporto de Maceió até lá também não é assim tão fácil, principalmente para quem vem de uma viagem internacional. Se bem que, se vocês vão chegar por Maceió, é porque vocês vão passar antes em São Paulo ou no Rio, é isso? Porque se vierem da Alemanha, o melhor é descer direto no Recife, via Lisboa.
Criatura, esses alemães vão adorar esse lugar.
4 Setembro, 2007 em 8:04 am
e eu não sei?
meu marido já está escolado nas nossas maravilhas Brazucas - Noronha, Espelho, Boipeba - agora o casal vai pirar com certeza…como piraram todos os gringos que sempre carrego a tiracolo e, orgulhosíssima, mostro tudo, exalto e tiro muita onda, claro
Eu já vou estar no Rio mas sem dúvida vou sugerir essa ida pra Recife via Portugal pra eles.
Danke schon, Guru!
Bjs
ps. vc acorda cedo, hein?
4 Setembro, 2007 em 5:53 pm
É por essas e outras que tenho orgulho da minha terra! Pelas belezas naturais, pq se depender de administração pública…
Adorei esta reportagem! Acho que não existe em lugar algum uma descrição tão detalhada e bem feita deste lugar. E olha que eu sei bem do que estou falando… sou freqüentadora assídua de São Miguel dos Milagres, mais especificamente Riacho, desde da barriga da minha mãe!
Muito interessante sua visão dessa área… encontrei este post “novo” por acaso, mas já conhecia o “Rota ecológica: Qualidade de férias”! Apesar do enfoque do turismo de charme nesta área, no outro texto você fala bem do ritmo dos nativos da região.
Também adoro viajar e tenho uma paixão especial por estradas. Acredito que em uma viagem o caminho também pode ser uma ótima alternativa a ser explorada… o próprio mapa acima de Dudu Cavalcante, retrata muito bem não só as praias, mas também muitos elementos interessantes que podem ser vistos ao longo da estradinha. Este trecho é reconhecido pelo DER por uma rodovia estadual, a AL-101N, e é muito curiosa a forma que as pessoas desse lugar convivem com essa rodovia.
O isolamento desse lugar preservou não só as belezas naturais, mas também a essência dos povoados abrigados por essas belezas. Essa ponte que o prefeito pretende construir vai mudar tudo! Não só o turismo de charme, mas também a relação que os nativos têm com este lugar… é claro que eles vão ter mais fácil acesso a várias outras coisas que os beneficiarão, mas em contrapartida essa essência se perderá…
Então… essas minhas impressões e a minha vivência na área fez com que este lugar, a “Rota Ecológica” se transformasse em meu objeto de estudo para o meu Trabalho Final de Graduação. Inclusive, enquanto eu buscava informações sobre a área, me deparei com o seu outro texto e ele me serviu como uma das referências para justificar essa escolha. Pois é… Sou estudante concluinte do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas. Estou terminando meu trabalho esse mês. Esse meu trabalho tem como produto final um vídeo que já está em processo de finalização!
Adorei ter encontrado essa nova reportagem e finalmente ter oportunidade de te falar um pouco do meu trabalho. Como li e reli tanto seu outro texto… acredito que você tenha interesse em ver este vídeo quando ele estiver pronto!
Enfim… Adorei suas reportagens sobre a minha terra! Muito fiéis e bem escritas! Parabéns!
4 Setembro, 2007 em 6:52 pm
Mari , se vcs estão viajando em dois casais acho fundamental ter
)
um carro o tempo todo disponível , não importa se o carro vai ficar
parado um ou dois dias , o que acho fundamental é que qualquer uma
das quatro pessoas pode sair para ir até a vila comprar uma aspirina,
ver o por do sol na praia do lado e voltar de noite, ir jantar num outro hotel enfim , ter mobilidade e independencia a qualqur momento .
O aluguel de um carro economico é tão barato em reais, em euros então..
que não importa se ele ficar na garagem ( só não estaciona embaixo
de um coqueiro , mesmo que a sombra seja convidativa, pois os cocos
caem em cima do carro sem avisar
4 Setembro, 2007 em 6:55 pm
Ha ha, Sylvia, você não conhece a Adriana da Aldeia Beijupirá. Ela vai fazer campanha pra eles ficarem quietinhos no lugar sem se mexer.
E eu apóio
4 Setembro, 2007 em 6:55 pm
Alice, não me fala assim, parecendo que a ponte é inevitável! Me deixa ter esperança, vai
Agora, sério: fico suuuperorgulhoso de ser fonte de pesquisa nessa sua tese
4 Setembro, 2007 em 7:03 pm
Nem me fala Riq !!
Eu até fico quietinha , mas tenho que ter certeza de estar livre com
quatro rodas me esperando na porta
4 Setembro, 2007 em 7:56 pm
hehehe…
eu odeio dirigir mas tendo dois alemães pra ficarem de nossos motoristas…até que não é má idéia.
brigadinha, Sylvia!
bjos
24 Setembro, 2007 em 9:27 pm
Olá Ricardo!
em primeiro lugar gostaria de lhe dizer que considero você meu “guru” em matéria de Nordeste! os últimos locais de lá que fui, sempre segui suas importantíssimas dicas….e sempre me dei muito bem…você é o cara!
Agora, é a vez da Rota Ecológica….ja comprei minha passagem pra Maceió, e agora estou na maior dúvida…sei que todas as praias são ótimas por tudo o que escreveu, mas qual você considera melhor localizada? pois ficarei por lá por 7 dias, e não gostaria de alugar carro. Eu e meu marido gostamos muito de caminhar na praia…por horas, se preciso!
Estamos pensando em ficar na pousada do Caju…será que não está muito ao sul das praias da Rota ?
Obrigada desde já!
abraços!
24 Setembro, 2007 em 9:45 pm
Silvia, a seqüência de praias de Tatuamunha ao Patacho talvez seja mais bonita, porque é deserta e tem um bonito recorte. Mas as praias do lado de baixo do rio também são bonitas — e certamente mais pitorescas, porque têm mais pescadores.
24 Setembro, 2007 em 10:15 pm
Que resposta rápida …Valeu as dicas!
Posso te alugar mais um pouquinho?
Se eu ficar hospedada lá na praia do Toque…dá pra ir a pé até a praia do Lage?
obrigadão!
24 Setembro, 2007 em 10:43 pm
Só dá se você for na maré baixa e se dispuser a nadar um trecho do Tatuamunha (ou seja, não dá pra ir com câmera). Já fiz isso uma vez. Dá pelo menos uma hora e meia de caminhada. Daí você precisa andar até a estrada para pegar condução de volta.
24 Setembro, 2007 em 10:55 pm
Ricardo, me ajude por favor! Não consigo fazer meu roteiro de viagem para lua de mel! Estou em dúvida! A Rota Ecológica, que descobri através do seu site, é uma das minhas opções mais fortes mas o problema é o período: vou casar em salvador em 25 de janeiro de 2008 (uma semana antes do carnaval) e acho que as praias talvez não sejam uma boa opção. as únicas que me parecem fugir da “farofa” do carnaval são a rota ecológica e Boipeba! Além de Buenos Aires que todo mundo esta fazendo minha cabeça pra ecolher pois seria perfeito pra lua de mel! Me dê uma luz!
24 Setembro, 2007 em 11:06 pm
Muito obrigada pelas informações, Ricardo!
Abraços
24 Setembro, 2007 em 11:42 pm
Ricardo,
Vou te alugar mais um pouco. É que omiti informações importantes na mensagem anterior. Eu e meu noivo somos baianos mas moramos em são paulo e teremos 10 dias de lua de mel (26 de jan até 05 de fev). E estamos morrendo de vontade de passar alguns dias desconectados do mundo pois esta rotina paulistana ta acabando com nossos nervos. Então pensamos: praia deserta! Ao mesmo tempo … lemos várias reportagens sobre Bs. As. (é assim mesmo?) e ficamos encantados com o tipo de programação que a cidade oferece. Então comecei a procurar praias legais (fugindo dos resorts de luxo: muito caros e não são nossa cara, preferimos as pousadinhas rústicas) e pensei em rota ecológica ou boipeba. Depois, me veio outra idéia: se se aproveitássemos que estamos em ssa, fóssemos em boipeba passar uns 4 ou 5 dias e depois fóssemos para buenos aires para mais 4 ou 5 dias? Será que fica corrido e vou acabar não aproveitando nemnhum dos dois ? Quer saber: Tô perdidinha!
Help!!!
25 Setembro, 2007 em 7:49 am
Ana Amélia, 4 dias inteiros em Buenos Aires já dão para vocês se divertirem; e depois que vocês aprenderem o caminho, na certa vão voltar com mais freqüência. 4 ou 5 dias em Boipeba também são superviáveis, principalmente se vocês investirem num trânsfer a partir de Bom Despacho.
Mas é uma viagem bem diferente do que ficar 10 dias num lugar totalmente slow. Depende de vocês estiverem mais a fim (ou mais precisados…
25 Setembro, 2007 em 10:56 pm
Ricardo: Escribo desde La Plata, Buenos Aires. Ante todo te voy a agradecer el hecho de permitirme todas las noches desde hace un par de semanas adelantar mis vacaciones… Gracias a tu guía, y desde hoy a este blog, hemos decidido viajar a Maceio en enero y de alli ir haciendo la Rota… Tu trabajo es impecable y de a poco voy viendo como pasar las dos semanas, pero en tren de ir y volver a Maceio, en el día… recomendas alquilar bugui por el acceso a algunas playas?
Ana Amélia: ciertamente Buenos Aires es lindo y el cambio los favorece, pero cambian ciudad por ciudad… opino como Ricardo que 4 o 5 días (tipo semana santa) alcanza para recorrer, con todo les ofrezco dicas si deciden venir para acá
Saludos
25 Setembro, 2007 em 11:07 pm
Oscar, em Alagoas não se alugam bugues. Com exceção de uns poucos lugares (como Ilha da Croa, em Barra de Santo Antônio) não é permitido entrar na praia com nenhum tipo de carro. (Há quem burle essa regra, mas não é legal). Na praia do Francês, ao sul de Maceió, se alugam quadriciclos.