Time Out: agora .br
Já faz duas semanas que entrou no ar — e chegou às livrarias — a versão brazuca dos ultra-bem-informados guias Time Out, meus preferidos quando se trata de grandes cidades do mundo.
Ouço falar da vinda do Time Out para o Brasil há séculos. Primeiro por um pessoal do Rio associado a um povo de produtora aqui em São Paulo, depois por uma grande editora paulistana. Acabou vindo pelas mãos do Silvio Giannini, colaborador da Gula, que se associou ao Estadão, com patrocínio da Visa.
Sei que, em princípio, serão seis guias de papel: Nova York, Buenos Aires, Paris, Miami (todos já prontos), Dubai e Londres. Outros destinos vão depender do sucesso de vendas dos guias impressos.
O detalhe mais interessante da operação verde-amarela é que, por conta do acordo com Estadão e Visa, o conteúdo integral dos guias impressos em português está disponível no site do Time Out no portal do Estadão.
E, nisso, o site brazuca é melhor do que o internacional, onde há alguns anos o Time Out resolveu esconder o jogo, deixando uma ou outra informação no ar. Por exemplo: se você for à página de hotéis em Nova York do site internacional, vai encontrar 7 indicações. Já se consultar a seção de hotéis em Nova York do site brasileiro, você vai ler resenhas de mais de 150 hotéis. Mas é preciso paciência: cada bairro está subdividido em categorias de preço, e ler tudo implica em pelo menos trinta cliques e carregamentos de página. Isso se repete em todas as seções, em todos os quatro superguias que estão no ar. Se você resolver imprimir o guia inteiro, vai gastar em toner muito mais do que se comprasse o livrinho. Acho que essa deve ser a idéia, mesmo.
Fora os quatro destinos principais (que serão seis, quando publicarem Londres e Dubai), o site também traz os miniguias de quase 200 cidades, a maioria na Europa. Não dá para planejar uma viagem a Roma, Istambul ou Berlim só com essas pílulas de informação, mas quando você precisa alguma informação em português sobre lugares menores, como a ilha de Zakintos, Innsbruck ou Olbia, o site se torna uma fonte de consulta obrigatória.
Eu poderia falar uma coisa ou outra da tradução, mas prefiro não reavivar esse assunto durante algumas semanas, se fazem o favor.
Há também um guia de destinos no Brasil, compilado do arquivo de reportagens do caderno de viagem do Estadão.
Etiquetas: Time Out

18 Outubro, 2007 em 11:14 am
Que sensacional!! ótima notícia!
Olha o milhão chegando!
18 Outubro, 2007 em 12:04 pm
Quase confundi o Time out com o Letsgo.com, ja devem conhecer, mas para mim foi uma grande surpresa, pois o encontrei sem querer perdido em um comentário ou site de tripulante.
Os “Suggested Itineraries” de cada região são bem humorados e com mapas, parecem muito interessantes, vejam o da itália:
http://www.letsgo.com/destinations/europe/italy/
O site é meio bagunçado, mas pode ser uma fonte interessante de pesquisa.
18 Outubro, 2007 em 12:08 pm
Ahh lembrei, foi lá no irmão gêmeo desgarrado (viajenaviagem.com.br)

18 Outubro, 2007 em 1:35 pm
Ric, vc conhece algum guia de Buenos Aires com crianças?
18 Outubro, 2007 em 1:43 pm
Fui ver o la e dou de cara com isso:
Bruxelas é a capital de Flandres.
Desde qdo ?????????????? Bruxelas é Bruxelas ! Não faz parte nem de Flandres nem da Valônia. Ela é capital da Bélgica, mas não de Flandres… imagina se Flandres teria uma capital que fala francês ! Uhhhh Mas as informaçoes basicas eu gostei
18 Outubro, 2007 em 1:58 pm
Cíntia Levita, os guias Time Out sempre têm um capítulo para crianças.
Esta é a página de entrada desta seção no guia em português:
(é uma subcategoria de “arte/lazer”
http://www.guiatimeout.estadao.com.br/2251
18 Outubro, 2007 em 1:59 pm
Dani G., este erro deve estar na edição inglesa também… é uma informação sofisticada demais para inventarem aqui no Brasil
18 Outubro, 2007 em 2:15 pm
Mas Riq, vamos combinar: quem entende esse pais que eu vim parar ? Quase não aparece no mapa e possui três idiomas oficiais ! Da uma voltinha la pro leste, vc encontra tudo em alemão. E o melhor é que nenhuma região “suporta” o idioma da outra. Ai de mim se falar francês na padaria aqui perto, é possivel eles responderem em português pra mim, mas NUNCA em francês. Acho fantastico !!!! Por isso que eu aviso logo aos turistas: fale inglês em todo lugar, vai ser sempre bem atendido
18 Outubro, 2007 em 2:20 pm
Dani G., em 1983 durante minha primeira geralzona pelo litoral do Nordeste (comprei uma passagem com escala em todas as capitais, menos João Pessoa, porque não tinha vôo direto de Natal, ha ha), conheci uns franceses em Natal que elogiaram MUITO o meu francês. Disseram que eu soava suíço, e eu achei aquilo um elogio.
Daí eu reencontrei os caras em Maceió e só então, batendo um papo mais prolongado, é que eu vim a descobrir que eles achavam que eu era suíço… alemão!
18 Outubro, 2007 em 2:32 pm
Ótima dica. Já estou indo lá dar uma olhada nos guias.
18 Outubro, 2007 em 2:51 pm
Bem lembrado, Riq ! A Suiça tb tem essa marmota de varios idiomas ! O meu francês esta ridiculo, mesmo morando a 18km de Bruxelas. O neerlandês é macarrônico, o inglês ta pegando sotaque belga e o português ja foi melhor. Nem o mobral me salvara no futuro
Vou procurar esses guias impressos. Tou com fixaçao de Grécia !
18 Outubro, 2007 em 3:27 pm
Dani G,
nas últimas semanas ouvi em alguns programas de TV uma discussão sobre os acontecimentos na Bélgica, a respeito do desejo separatista. E o tom da discussão era mais ou menos este mesmo: “ah, um país que quase não aparece no mapa, não significa muita coisa unido, imagina separado”.
(neste quesito, o Brasil está em 19o).
Aí, ontem, pego o jornal e vejo a notícia de que graças à Vale do Rio Doce o Brasil virou o 12o investidor mundial; logo em seguida vem um quadrinho onde o “país que quase não aparece no mapa”, aparece como 7o investidor mundial e 4o receptor de investimentos no mundo !!
Duro né?
18 Outubro, 2007 em 3:34 pm
Dei uma olhada no site do Time Out e vi boas indicações em NY do “414 Hotel”. As tarifas dele são boas, em torno de $200 com café da manhã. Alguém já ficou nele ou já ouviu falar desse hotel??
18 Outubro, 2007 em 3:41 pm
Eu não Hugo, mas tem 146 pessoas com opinião formada
http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g60763-d217630-Reviews-414_Inn-New_York_City_New_York.html
18 Outubro, 2007 em 4:20 pm
Oi Sylvia, eu já até olhei as opiniões no Tripadvisor, e por sinal as pessoas em geral falam muito bem do hotel.
Mas, apesar de difícil, podia ser que alguém daqui já tivesse estado lá, e poderia dizer o que achou.
Por enquanto estou na dúvida entre o 414 e o radio city apartments, mas acho que vou pegar o 414 mesmo porque mesmo sendo um pouquinho mais caro oferece café da manhã e computador com internet no lobby para os hóspedes.
18 Outubro, 2007 em 4:44 pm
Dani G, não é à toa que Bruxelas foi escolhida a capital da Europa…
Poxa, eu achei que poderia usar o Timeout pra ver a programação cultural e gastronômica de SP… não achei nem a cidade lá…
18 Outubro, 2007 em 4:52 pm
Boa Hugo !
As opiniões sb o Radio City variam muito pois tem aps que estão em bom estado e outros não. É uma loteria ..
18 Outubro, 2007 em 4:57 pm
Gira, a estratégia de entrada da Time Out no Brasil foi se associar ao Estado justamente para não precisar entrar nessa seara de Vejinha x Guia do Estadão x Guia da Folha x Guia da Semana, que já está bem servida…
Acredito que eles façam um dia um guia de São Paulo (o do Rio está para ser lançado, mas por enquanto só em inglês), mas revista de programação está fora dos planos (até onde eu sei).
18 Outubro, 2007 em 6:24 pm
Gira, vc foi procurar restaurante de Sampa, e eu que fui procurar Manaus ha ha ha ha dream on !!!
Lena, meu marido trabalha na empresa que faz esse pais aparecer nessa posiçao da lista ! Pena que a renda dele ainda nao chega a ser proporcional ao sucesso da empresa…
Eu sou do time que torcia pro separatismo… pelo menos eu so me preocuparia de falar neerlandês direito… mas isso nao deve acontecer… ja fizeram as pazes…
18 Outubro, 2007 em 7:29 pm
Dani,
Não entendo nada destes movimentos separatistas, mas de fora, me parecem bem justificáveis, já que são culturas tão diferentes unidas artificialmente.
Mas o que achei engraçado, foi o tom que os jornalistas e economista presentes no debate deram ao tema, como se a Bélgica fosse um ponto quase vírgula, que tivesse que ficar unida para não desaparecer!!
19 Outubro, 2007 em 9:27 am
Eu sou totalmente a favor do separatismo do Rio Grande do Sul! Só assim eu vou poder morar no estrangeiro…

19 Outubro, 2007 em 9:46 am
Eita vontade de ser expatriado!!